domingo, 9 de dezembro de 2012

QUE LIVRO É ESTE «Ó NÉSIMO?»: - uns bilhetes de entrada nas «conversas transatlânticas com Onésimo» - II

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Onde está o meu pensamento nesta precisa hora, é no bar-foyer do Cinema S. Jorge, em Lisboa. Dezoito horas e vinte minutos de 8 de Dezembro de 2012.
http://papelamais.blogspot.pt/
http://graphias.penclubeportugues.org/2012/11/lancamento-de-utopias-em-doi-menor-nova.html

1.
Se a oportunidade de uma pergunta me fosse oferecida, na sessão de lançamento de Utopias em Dói Menor, acho que faria grande sentido, para além de ter alguma piada, que ela assim fosse: «que livro é este, ó  Nésimo?».

Já ultrapassei a p. 120 em que estava quando gatafunhei o bilhete anterior. Como não iria ao lançamento, aprazara para hoje, o mais tardar, completar a minha leitura desta «conversa», não terminada na p. 274, mas apenas suspensa por este dizer: pelo menos a que  vai figurar em livro.

-Faltam?

- Quase cem paginas!?

Lá irei, sim! Tem é de ser ao ritmo que…, sem que deixe de ser ritmo de paixão…

 

2

Acabo de ler a pergunta e resposta sobre Antero, p. 189-191. Podia vir directamente para o teclado. Não vim sem trazer para ao pé de mim o Que Nome é Esse ó Nésimo?, porque o título para este bilhete me atacou, embalado em passeio de bicicleta e viagem de barco, na leitura de umas páginas atrás , 171 e 172.

Fiquei arrepiado ao ler o que aí é dito, por vir à conversa a determinação de uma posição assim tão prática e tão teórica, que… («há mistério no meu rio / o mistério de assim ser / sem um antes ou depois / da condição de correr» - escrevi um dia…). Do equilíbrio em movimento e da capacidade de refazer para aguentar viagem saltou a pergunta «que livro é este, ó Nézimo?»: vida e teoria sem divisão de capítulos. Por aqui, talvez, a resposta à pergunta que não farei no S. Jorge.

 

3.

O brincar com o título do livro de crónicas, saborosíssimas crónicas, Que Nome é Esse Onésimo?, não o quis inocente. Por acaso…

Abram, p. f., mais ou menos ao meio, a crónica da p. 87 e sgs.
Abri ao acaso e comecei: Foi na minha adolescência que pela primeira vez ouvi uma rechonchuda prelecção sobre a superioridade da cultura geral portuguesa comparada com a estreitíssima mentalidade americana fossilizada em pormenores, mas completamente à nora em cultura geral. Etc..

Aparentemente nada a ver com a minha leitura de Utopias em Dói Menor… Mas não vou em dispersar-me…

 

3.

Confirmo: é um livro incomum, na bibliografia portuguesa, este Utopias em Dói Menor. Tenho tentado desmentir-me ao longo destes dias, mas volto ao mesmo. Não me vou alongar nas justificações do que digo. Posso é trocar ideias com alguém que depois de o ler queira honrar-me com uma conversa.

Tenho de agradecer sem reticências ao João Maurício Brás por ter metido o nosso Onésimo nesta arriscada aventura.

-De barco, de bicicleta, de avião ou de internete?…

- Chegou e aqui está!

Um Onésimo mais inteiro do que nunca, aquele que aqui tenho vindo a encontrar. Digo isto com orgulho e faço-me de autoritário atrevido para não me recusar a dizer, aos que são, como eu, incondicionais do Onésimo, «critiquem-no!» e, aos que o olham de soslaio ou por cima do ombro, «não se ponham a catar pulgas, leiam e vão lendo, depois falaremos».

Mas lá que estamos perante uma aventura arriscada, isso é que estamos. Digo-o porquê?

Já disse que de muita amizade, não apenas curiosidade, a minha leitura. Quando um dos nossos entra num qualquer desafio de evidentes exigências, como reagimos, ao assistir? As nossas ovações não precisam de ignorar os riscos que, ao serem corridos, tornam a prova valorosa. O Onésimo expõe-se em alto nível e em lhana conversa. Um livro incomum a vários títulos. Vai dar que falar. Vou estar atento.

R. V.

2 comentários:

  1. Caro Manuel Medeiros. falamos em si. Sei que a saúde nao aconselhava a viagem até Lisboa. Dizer-lhe honestamente, ainda à pouco o dizia ao ONésimo por email, que neste momento está sobre o atlântico, que o diz neste seu post, seria a melhor introdução ou prefácio ao livro, sem dispromor para os excelentes textos que lá surgem sobre Onésimo. O Manuel acertou na mouche em dimensões muito pertinentes sobre o livro e sobre o ONésimo
    grande abraço
    Joao Bras

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    1. SE O «ERUDITO-MÓR» SOBRE A OBRA ONEMISINA, QUE O JMB AGORA É (SEM ESQUECER O TAMBÉM ALTO NÍVEL DA LEITURA DESSA MESMA OBRA POR MIGUEL REAL), ME VEM DIZER UMA COISA DESTAS, TENHO DE TER CUIDADO COMIGO PARA NÃO EMBANDEIRAR EM ENTENDIDO.
      APENAS UM LEITOR QUE... E QUE, PARA ALÉM DISSO...
      EM CONCLUSÃO:
      COM QUEM POSSO CONTAR PARA ACOMPANHAR E ENTENDER A EFECTIVA RECEPÇÃO DESTA OBRA «INCOMUM» JUNTO DOS INTELECTUAIS PORTUGUESES? É QUE OU HÁ AQUI PARA ELES MUITO A DISCUTIR OU EM PORTUGAL A INTELECTUALIDADE A SÉRIO AINDA É MAIS REDUZIDA E PARCA DE REAIS INTERESSES DO QUE VENHO JULGANDO...
      MM

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