domingo, 29 de julho de 2012

CONCORDÂNCIAS

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FOTO DE ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA – 28.JULHO.2012

ÍNTIMO SER EM OLHAR

a beleza de um pequeno lugar e livre de ser mais do que um olhar que embebido de horizonte te confirma e te anula na existência deste mundo desde sempre tão vivido quão sonhado
R.V.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

«MEU MUNDO» E «NOSSO» MUNDO

Participar no serão da Culsete neste sábado, 28 de Julho de 2012, com Trovão do Rosário e este seu livro, Inventário do Meu Mundo , talvez deva dizer-se que, para quem sabe ao que vem, será tanto uma questão de dever quanto de prazer. Um dever para consigo próprio. Cada um tem o seu mundo, mas isso em meio a «nosso» mundo e nesse sentido é inevitável que os meus problemas ou interrogações se sintam nas «nossas» respostas ou perplexidades. Densas páginas de muita reflexão e experiência pessoal e social são as que conformam este livro que não é fácil de enquadrar num género. Ensaio? Diário?
Alberto Trovão do Rosário, personalidade marcante entre nós, neste seu Inventário do Meu Mundo abre aos seus muitos amigos e a qualquer ser humano sensível à procura de um sentido para a sua própria existência um postigo por onde espreitar as suas mais íntimas e profundas reflexões.
Ao encerrar o seu livro confessa-nos: «ao publicar, cumpro um dever, porque esta é uma forma de me penitenciar de ter vivido sempre fechado dentro de mim».
Este discurso desassombrado merece o nosso pleno respeito e isso mesmo significará a participação neste serão não só de quem ainda não as leu, mas também de quem já leu estas páginas.
A apresentação do livro será feita pelo escritor José Fanha e depois se seguirá a conversa com o autor. Garantias de um bom serão de sábado.
Há convite, embora desnecessário.
M. M.
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terça-feira, 24 de julho de 2012

CONCORDÂNCIAS

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oh! o mar
quando faz
da distância
uma ausência!
oh! o mar
o que faz!
R.V.

 

 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

CONCORDÂNCIAS

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AS PEDRAS E O MAR NA MÃO EM ADEUS
ou
A DUREZA DAS PEDRAS II
 
quando foi aceso o último raio de luz bem sabias que as pedras não iriam resistir às sombras da noite

antes que se apagasse desfizeste a dureza em lágrimas a das pedras por tua para que de ti nada mais ficasse do que uma suave lembrança

o mar abençoou o teu gesto e preservará as tuas intenções

R. V.

domingo, 22 de julho de 2012

O NOSSO SERÃO DO PRÓXIMO SÁBADO 28 DE JULHO

Se para o interesse em participar no serão do próximo sábado com Trovão do Rosário uma legenda se quisesse, de entre muitas passagens de Inventário do Meu Mundo igualmente sugestivas e convidativas a reflexões muito enriquecedoras, escolheria esta perícope (pág. 206):

E foram precisos tantos e tantos anos para nos autorizarem a tentarmos descobrir onde este caminho nos pode levar…
Sempre o mesmo receio de que as óbvias verdades possam desmascarar as não verdades que deram muito trabalho a construir e das quais tantas vaidades dependem.

CONVITE 2 Trovão do Rosário

sábado, 21 de julho de 2012

CONCORDÂNCIAS


um hino tranquilo

RECOLHIMENTO
concentrada num fora de si que a diga inteiramente a alma do homem recolhe-o para que o devolva à consciência da sua origem-e-destino-em-universo
letra e música convidadas partituram um hino tranquilo ao amor à beleza e à vida 
se uma lágrima chegar recebe-a tão delicadamente que brilhe e estremeça em sensação de carícia
ao momento de ver sucedeu para agora o da contemplação e ninguém saberá dizer a quem vai o que só quem viveu poderia ter dito e não soube
a história de um homem nunca será contada por quem a viu sem nunca ter chegado a vivê-la
R. V.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

«UMA FORMA DE AGRADECERMOS»

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O livro Inventário do Meu Mundo fez-me boa companhia
desde logo, quando saiu do prelo, nos fins de 2010, esse momento em que a vida me passou a castigar ainda mais por tanto a ter obrigado a…

Neste momento estou a relê-lo, por todas as razões e mais uma: agendado para o próximo dia 28 deste mês de Julho um serão na Culsete com Trovão do Rosário e este seu livro.
Em breve este serão mais extensamente convocará a nossa atenção. Para agora só peço que me acompanhem na releitura da página 112.

«Estou a falar serenamente, com voz serena, com um monge na sua cela, onde pouca luz entra, mas que não é muito escura.
Vivemos o séc. XIV. Lá de longe vêm, deslizando, sons de rezas e de cânticos; quase os não ouvimos, mas estão connosco neste momento sem tempo nem história.
O que dizemos já foi dito e muitas vezes será dito. (…)
Deixamos as palavras fluírem, encadeadas que já estão, e continuamos a ter prazer em nos ouvirmos. Nada queremos mudar porque sabemos que nada poderemos mudar.
(…) E nós continuamos a falar e a ouvir, cumprindo o nosso ritual. Numa forma de agradecermos a vida que nos foi dada (…).
Quando a luz acabou de se diluir no escuro, muito lentamente, na paz esperada e que sempre chega, perguntei-me se ele era o monge, se o monge era eu, se eu era os dois, até chegar à pergunta mãe: teremos nós existido?»

Alguém se admirará de que em chegando assim à última linha desta página 112 tenha dado comigo a voltar atrás e a ler outra vez?
«Estou a falar serenamente, com voz serena»
L. V.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

18 de Julho–Dia Internacional NELSON MANDELA


Ouvi esta tarde a entrevista de António Mateus à Antena 2 e fiquei impressionado, sendo as últimas palavras as que menos esperaria…
No rádio do carro.
Ao passar pela livraria, no regresso a casa, trouxe um exemplar de Mandela – a Construção de um Homem.
DIA INTERNACIONAL NELSON MANDELA:
Sabias que assim o 18 de Julho tinha sido proclamado pela ONU?
Dia de aniversário de Nelson Mandela, de seu nome original ou nativo Rolihlahla (significado: o agitador).
Em Novembro de 2009! E só hoje caí na conta do que há nisto de singular. Por causa disso vou ter que deixar para trás mais algumas coisas,  mas não hesitarei: primazia para aprofundar a mensagem humanística de Nelson Rolihlahla Mandela.
L. V.

terça-feira, 17 de julho de 2012

CONCORDÂNCIAS

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FOTO DE URBANO BETTENCOURT – 16.JULHO2012
PARECER
não sei como pudeste viver em distracção com a viva beleza diante dos olhos e a chamar por ti para te salvar da estupidez
posso inventar que cumprias o teu destino deve ter sido isso outra convincente razão não se vê para uma tão absorvente distracção atrofiante das tuas capacidades de transformar ídolos em deuses
não de modo nenhum não é sonhando com a imortalidade que te falo dos deuses
atenção e intenção concentro-as por inteiro na beleza abundante em cuja verdade qualquer um devia perder-se de si e não voltar a engolfar-se no flagelo da estupidez
a imortalidade que desperta os teus sonhos não a vês ao espelho ao acordar nem condiz com a natureza da flor
a beleza efémera de uma flor de dragoeiro é beleza divina?
sobre a flor do dragoeiro a ti que a não viste um perito em artes pode dar-te um válido parecer
a beleza efémera é beleza divina?
talvez ela seja efémera e tu também porque não te distrais da tua perene estupidez e dizes «é preciso tratar de viver»
enquanto não me chega o competente parecer digo e repito que a beleza é divina

R. V.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

CALHAU ROLADO

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A FORMA FORMEI

O GATO PESCOU

TAMBÉM EU TENTEI

O MAR RECUSOU

 

PROCURAS SENTIDO?

PRA TUDO HÁ RAZÕES?

Ó MEU CONVENCIDO

AO MAR NADA IMPÕES

R.V.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

AS MULHERES DA FONTE NOVA depois da apresentação de ontem à noite

 
Julgo que quem lá esteve, ontem à noite, na Casa Baía de Setúbal, a participar na apresentação de As Mulheres da Fonte Nova de Alice Brito,  tem obrigação de dizer hoje a cada amigo ou colega setubalense (e não só, bem entendido, mas agora aqui o que pretendo é…):
«vai já comprar este romance e trata de o ler, não me digas que não, pois nesse caso não o mereces nem és quem pensas que és nem quem eu pensava que eras».
Estive lá e é por isso que estou a cumprir o que considero obrigação nossa, de cada um de nós os que enchemos literalmente, sentados ou em pé, o simpático auditório da Casa Baía de Setúbal.
L. V.