quarta-feira, 31 de outubro de 2012

«ENTRE O AMOR E O FOGO»

DRUMMOND DE ANDRADE:

31 de Outubro de 1902 – 17 de Agosto de 1987

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WIKIPÉDIA

 

Dia “D”?

Dia “D”! Este é de Paz.

Poesia Imortal de um grande poeta entre os maiores!

A Beleza ao Poder ainda e sempre!

“E explode”!

Obrigado.

 

http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/

http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2012/10/27/dia-celebra-110-anos-de-drummond-no-brasil-em-portugual-472234.asp

http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?cod_post=472236&ch=n

“SÓ AGORA DESCUBRO”

 

R. V.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

EM minúsculo


«De repente as coisas
ficam assim ao pé de casa
e o imenso mundo vira aldeia,
limitada e dependente.»
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de uma mensagem hoje recebida de
Onésimo Teotónio Almeida
com as devidas emoção e permissão
em minúsculo
mais do que em minúsculas ao nada querer acrescentar
limitando-me
a compassar um meu ritmo de leitura
aqui deixo transcrita uma versão bem actual
da velha lição dos temporais
R. V.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O MAIS NOVO LIVREIRO DO MUNDO

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I
Antes de mais, documentar fotograficamente. Aqui está ele, o mais novo livreiro do mundo, fotografado em 24 de Março deste ano de 2012, dia em que fez dois anos. Em 24 de Outubro, por conseguinte, passou a ter dois anos e sete meses. Dois dias depois ingressou objectivamente na profissão de livreiro ao fazer uma venda de sua inteira responsabilidade e tão bem sucedida como e quanto se verá na história inteiramente verídica que se vai contar só por graça ou talvez nem só.

II
O Livreiro Velho que esta história vem lançar na blogosfera, sendo que se considera um discípulo de Espinosa ainda que humílimo, não pode gostar de profecias. Não se convence de que a profissão de livreiro esteja em extinção. Razões, isso sim, apenas para ver a profissão em processo de mudança, quer por adaptação quer por aperfeiçoamento. Do baixo estatuto a que tem estado votada, poderá passar a profissão com exigências de alto nível. Isso acontecerá muito naturalmente logo que chegue ao fim a era das tradicionais mercearias de livros, cujo desaparecimento é indispensável para que tal se torne viável. Quando o livreiro, numa das livrarias que serão as únicas livrarias de então, for um perito indispensável, enquanto leitor preparado para o apoio ao público, quantos livreiros haverá, que preparação lhes será própria e que reconhecimento quer de autoridade quer de remuneração lhe virá da sociedade?
Não se está falando de outro, mas do público que cultiva e mais terá de cultivar a leitura em necessidade ou gosto de construir biblioteca própria.
Havendo cada vez mais livros e sendo cada vez mais necessário escolher e sendo cada vez mais necessário acertar e sendo muito bom não só encontrar como também dar-uma-vista-de-olhos-antes-de…
Um cuidado aqui se toma com não reduzir o conceito de apoio ao de aconselhamento. É muito cativante o saber e arte do bom conselho e a sua aceitação. Apoiar leitores e leitura, porém, é e deve ser muito mais.
Razões contra as profecias? É que a inteligência nem está em perigo de se perder nos novos suportes da escrita nem estão por perder-se as eternas e ricas vantagens da leitura em suporte livro. E de qualquer modo a grande questão não é a do livro, mas a da leitura. Também em crise?
O problema da leitura, sendo o problema do livreiro, assegura-lhe um mais que duradouro futuro, porque a expansão da Noosfera é irreversível e ler é-lhe intrínseco. Também de Teillard de Chardin humílimo discípulo...

III
E a história do «mais novo livreiro»?
O Manuel Henrique veio mais cedo do infantário porque apareceu com febre. Por um bocadinho à espera da mãe teve de ficar na livraria com a avó que o sentou no seu colo enquanto ia conversando com o Sr. Valério. Pedida que lhe foi a ela uma ajuda para a escolha de um livro a oferecer a uma criança, o Manuel Henrique, que desde sempre andou pelo cantinho dos livros infantis, seguiu-a. Percebeu logo do que se tratava. Várias sugestões apresentando a avó e já o Manuel Henrique a chamar a atenção para um dos livros da Série Madagáscar. Deixar o cliente a apreciar e escolher, ir continuar a conversa interrompida. No cantinho dos infantis, ficam cliente e «livreirinho», este insistindo na sua sugestão com o argumento de que conhecia a história e era bonita. Depois também se afastou, mas por pouco tempo. Voltando, ao ver que o cliente ainda não se decidira, levantou o livro e exclamou: «Madagáscar! Madagáscar!». Pronto, cliente decidido! Ao vir para pagar, «levo este», um diálogo: «que idade tem este menino?» «Dois anos e meio». «Se a história o encantou, vai também agradar a outra criança». O Manuel Henrique estava tão consciente de que efectuara uma venda que quis que fosse ele a receber o dinheiro. Sabia da profissão. Tinha aprendido. Ele, a prima e o irmão – cinco e quatro anos - desde quando se habituaram aos livros e quantos já «leram», tanto acompanhados como sozinhos? E não só. De há uns tempos para cá, além de irem por hábito ver livros no cantinho próprio, puxam cadeiras para junto do balcão, sobem e brincam a vender. As pessoas acham muita graça. Desta vez aconteceu que as coisas foram mais longe. Com dois anos e meio, este mais novo livreiro do mundo demonstra que a continuidade da «espécie» está assegurada!!!
L. V.

domingo, 28 de outubro de 2012

EM outras minúsculas

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triangulei    

em beira mar

o pôr-do-sol

 

conquistei

o azul infindo

em asa-nuvem

 

me afastei

deixada em livre

a luz de veres

 

R.V.

sábado, 27 de outubro de 2012

OS HOMENS SÁBIOS E BONS AO PARTIR…

1
Vítor Vladimiro Ferreira,
27 de Junho de 1934 – 22 de Outubro de 2012.

Os Homens sábios e bons e o vazio incontornável que deixam ao partir…
Só dois amigos de Vítor Vladimiro Ferreira por nossos amigos conhecemos, Luísa Ducla Soares e João Reis Ribeiro. Vir aqui para estar com eles neste seu modo de sentir, recordando um serão de há dez anos, em que Vítor Vladimiro Ferreira honrou a Culsete com a sua presença generosa de boa convivência.

2
A partida dos homens sábios e bons deixa um vazio diferente que sinto nestas palavras de Luísa Ducla Soares e vou também sentir nas de João Reis Ribeiro:
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Quando nos morre um amigo um pouco de nós morre com ele.A chuva que hoje cai é feita de lágrimas por um amigo morto e o vento não consegue varrer o som da sua voz,o seu riso que tinia como um sino . Porque cada amigo morto fica um pouco viv...
endo dentro de nós, como se fossemos até à eternidade vasos comunicantes. E nem todas as borrachas do mundo o conseguirão apagar.
Adeus, Prof. Vitor Vladimiro Ferreira, adeus, meu amigo Vitor. Esta noite vou sentar-te à minha mesa e falar das tuas investigações, da Biblioteca Nacional, da SPA, da tua Faculdade, das histórias que contavas,do teu filho Miguel, enfim, do passado, porque não tens futuro.Que estranho deve ser não ter futuro !

3
«Foram muitos os nossos encontros. Todos tiveram o condimento da amizade. Tive sorte por ter conhecido o Vítor Wladimiro Ferreira, de quem era difícil não se gostar.» http://nestahora.blogspot.pt/
Desculpe, amigo J.R.R., por juntar do seu post três períodos que nele não vêm seguidos. Pareceu-me a melhor maneira de lhe dizer que nos lembramos de que por si é que chegámos junto de Vítor Vladimiro Ferreira. Então. E hoje de novo.

4
Quanto a participação de Vítor Vladimiro Ferreira no serão do Dia Mundial do Livro de 2002 foi para nós  enriquecedora e para ele agradável está bem documentado nas fotos e no  autógrafo que transcrevemos do nosso Livro de Honra.

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«2002.04.23
Foi uma felicidade entrar nesta comunidade mais independente e democrática do que os círculos, academias e tertúlias literárias, em verdade, ninhos de sacristas à portuguesa.
Viva a comunidade culsete!
Vítor Vladimiro Ferreira»

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5
Só transcrevo do blogue para o qual nos remete JRR esta referência a Vítor Vladimiro Ferreira como autor, mas de instrutivo a edificante mais veio ao meu sentir do post de um filho admirador e amigo de seu pai:

Autor

Ao longo dos anos foi deixando obra. De Manuel Teixeira Gomes, trabalhando com Urbano Tavares Rodrigues e Helena Carvalhão Buescu, reeditou, anotando e prefaciando Agosto Azul (1986), Cartas sem Moral Nenhuma (1988), Sabina Freire (1987), Regressos (1991), Miscelânea (1991), Maria Adelaide (1992), dela publicando também uma Epistolografia de Manuel Teixeira Gomes para Afonso Lopes Vieira (1999). De Roque Gameiro, o Álbum de Costumes Portugueses (1987), de Alfredo Mesquita, Lisboa (1987), de Júlio César Machado, Aquele Tempo (1989), Contos ao Luar (1992) e um Júlio César Machado no Oeste (1996) e um Júlio César Machado, estórias e paparocas (2000). De Luís Augusto Palmeirim, a velha e então quase esquecida Galeria de Figuras Portuguesas (1989), de Bulhão Pato, Sob os Ciprestes, 1986, Memórias, 1986 e, de sua autoria, No Monte com Bulhão Pato (2000). De Tomás Ribeiro, o quase inacessível D. Jaime (1990) e de Fialho de Almeida, O Enterro de D. Luís (1998).
Em 1998, nos 50 anos do Centro Nacional de Cultura, coordenou Portugal nas Artes, nas Letras e nas Ideias 45-95, balanço de meio século de vida cultural portuguesa em que colaboraram, entre outros, Guilherme de Oliveira Martins, Rui Mário Gonçalves, António Laginha, Fernando Pinto do Amaral.
Em 2006, saiu a Sociedade Portuguesa de Autores: uma casa de memórias (2006), obra de grande fôlego que lhe exigiu anos de pesquisa, mas que a SPA publicaria sem indicar o nome do autor. Coisas de direitos autorais ! Ultrajado por tão indigna atitude da entidade, deixou-me sentida dedicatória: "muitos e muitos meses de pesquisa e de frustração (...)".
Escreveu dezenas de prefácios, estudos introdutórios, notas e comentários espraiados por obras literárias, ensaios, estudos monográficos, álbuns de fotografia, obras historiográficas, tantos que deles não poderei aqui fazer cotejo.
Deixa, por terminar, a sua obra magna, a história do teatro e dos teatros lisboetas de finais do século XIX.

6
«Não insistas propriamente:
nem mesmo no Outono
os dias escuros são os dias todos.
Oferece todavia as devidas resistências
ao esquecimento do  respeito devido
aos teus mestres amigos companheiros de caminho
que antes de ti partiram
em ti deixando a memória viva do vivido e do feito.
Sentirás a gratidão pelas riquezas que te legaram
e nesse sentimento e mesmo tempo
deverás assumir a comprometida responsabilidade
de legar esses legados a quem saiba reconhecer-lhes
a preciosidade que em teu apreço transparece.»
R.V.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SILVA DUARTE NA CASA DA CULTURA DE SETÚBAL

TALVEZ POR SER ANÓNIMO NÃO MERECESSE RESPOSTA ESTE COMENTÁRIO AO POST ANTERIOR DE 23 DE OUTUBRO…
A NÃO SER QUE…
FRANCAMENTE PREFERIA UMA IDENTIFICAÇÃO E NÃO VEJO QUE UM COMENTÁRIO ASSIM MEREÇA O DESPREZO A QUE O SEU AUTOR O QUIS LANÇAR
….
ORA APRECIEM E DIGAM-ME SE NÃO É UMA PENA… 
FRANCAMENTE!

Anónimo25 de Outubro de 2012 00:33

Na recém-inaugurada Casa da Cultura, em Setúbal, nos degraus de uma escada, há fotografias de personalidades ligadas à história e cultura de Setúbal. Bela e simpática ideia! Pena é que falte lá o Silva Duarte, poeta, pintor, professor, tradutor, andersenista!...

Responder

LAPSO POR CERTO INVOLUNTÁRIO... SETÚBAL CONTINUA A IGNORAR-SE MUITO A SI PRÓPRIA... ISSO IMPELE QUEM SABE ALGUMA COISA A SENTIR QUE SABE O SUFICIENTE PARA TOMAR AS DECISÕES CORRESPONDENTES ÀS DE QUEM SABE O QUE DEVE SABER-SE...
É  POIS SETÚBAL CONTINUANDO A IGNORAR-SE A SI PRÓPRIA PARA ALÉM DO ACEITÁVEL... O QUE TORNA IMPOSSÍVEL NA CIDADE O AMBIENTE DE EXIGÊNCIA QUE NÃO PERMITIRIA QUE COISAS E MAIS COISAS QUE NÃO DEVIAM ACONTECER ACONTEÇAM...
MAS JÁ SE ESTEVE PIOR. CONVENHAMOS. A CASA DA CULTURA É UMA PROVA.
M.M.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

SILVA DUARTE: Setúbal, 5. Junho.1918 - Würzburg, 23. Outubro. 2011

  16 
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I sobre os campos de neve tudo se manteve branco silente com tristeza mitológica entre nuvens um sol afundou-se aos teus olhos no horizonte e o mar brilhou vivamente dobrando a sua intranquilidade e tudo ficou longe e perto a verter seu destino marinho
SILVA DUARTE
Poema do conjunto inédito
«DO LIVRO DAS TUAS NAVEGAÇÕES – 4»
II
Não insistas propriamente.
Nem mesmo no Outono
os dias escuros são os dias todos.
Oferece todavia  as resistências devidas
ao esquecimento do devido respeito
pelos teus mestres amigos companheiros de caminho
que partiram antes de ti
deixando em ti a memória viva do vivido e do feito.
Não só sentirás a gratidão pelas riquezas que te legaram
Assume também a comprometida responsabilidade
de legar esses legados a quem saiba reconhecer-lhes
a preciosidade que em teu apreço transparece.
III
Vens hoje a reler Do Livro das Navegações, de seus cadernos de 1 a 7, alguns poemas cumpridos em cultivo de uma sensibilidade segura em ofício de cultivar as artes, por delas e nelas viver. João José Pereira da Silva Duarte, que na Alemanha foi fundador, em Würzburg, da Sociedade Íbero-Alemã, nesses país e cidade viveu uma longa carreira de ensino universitário, ao mesmo tempo que ia construindo, com suas traduções,  um verdadeiro monumento às literaturas escandinavas. As Histórias e Contos Completos de H. C. Andersen sendo o culminar grandioso desse mesmo monumento! Desafiado aos oitenta e dois anos a cumprir esse obséquio à língua portuguesa, temeu já não ser capaz de tal feito, mas a paixão venceu o temor e a obra aí está. Depois, não antes, só depois, alguém poderá vir.
IV
Do Livro das Navegações, de seus cadernos de 1 a 7, o que mais leio é mar. Em Würzburg a geografia não te oferece o mar. Mas os Açores, onde Silva Duarte viveu nos anos da II Guerra Mundial, e Setúbal, onde nasceu, ofereceram-lhe muito dessa sua alma que tão marítima poesia criou. O estudo de uma poética do mar na obra de Silva Duarte, se um dia esta for publicada, vai ser uma autêntica boa surpresa para a literatura portuguesa.
R. V.

domingo, 21 de outubro de 2012

RUI SERODIO: A SESSÃO DE AMANHÃ

O respeito, como atitude que positivamente se opõe quer a indiferença quer a esquecimento,  é o que suscita a leitura do post a seguir em link.
Respeito pela iniciativa da sessão na recém-inugurada Casa da Cultura de Setúbal e emoção com o significado do projecto para 2013.
Bem hajam os promotores, apoiantes, participantes!
R. V.
VER E OUVIR como em 2011

EM minúsculas

 

Oleg

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por último disse que não queria explicar nada e foi então que emergiu a ideia de que a grande diligência para compreender não parte de um ponto demarcado de entre hipóteses infinitas de problemas teóricos ou práticos mas de sentir que um sabor a absurdo sempre persegue a dedicação a esclarecer e encaminhar

R. V.

sábado, 20 de outubro de 2012

MANUEL ANTÓNIO PINA: «Venho buscar-te. Eu sei. És a Morte.»

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Acabar assim este dia 19 com outro desgosto de morte em mês de Outubro… Já de serão é que me chegou a notícia. Ouvi-a de pé e de viva voz: faleceu o Manuel António Pina. Nem a setenta… e para completar sessenta e nove ficou a faltar um mês.

Manuel António Pina desaparece devidamente consagrado, felizmente. Um dos grandes poetas do nosso tempo. Merecia ter sido reconhecido muito mais cedo. Mas ainda bem que…

Ouço o Requiem de Brahms enquanto ritualmente releio Manuel António Pina e aqui venho pedir que uns aos outros nos acompanhemos em lê-lo neste fim de semana.

Dos volumes da sua obra que trouxe da estante tenho aberto O Caminho de Casa (Edição Frenesi, © do autor, 350 exemplares, Março de 1989). O último poema dá o título ao livrinho e termina com a interrogação: «adormecendo em mim como em casa?» e fico pedindo em eco mais um sentido, um sentido actual, para este verso: «adormecendo em mim como em casa».

Impressionou-me muito vivamente, quando apareceu, a História do Sábio Fechado na Sua Biblioteca (Edição com © Assírio & Alvim, 2.500 exemplares, Março de 2009, -  só vinte anos após a edição do livro acima citado…).

Reli-o todo esta noite e da página 13 veio o título para este post… Também desse livro o eco: «só tu sabes como são os lugares para onde se vai quando se morre»

R. V.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

EM minúsculas

                                                                    Oleg

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nós e os outros

por nós de outros

e com os outros

e como outros

outros e outros

e em tudo outros
mais outros e outros

comes de outros

comem-te os outros

uns contra outros

e pelos outros

e sempre os outros

nós fora nada
conta acertada

R. V.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

EM outras minúsculas

outono.2012  - Oleg
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o outono florido a primavera em céu de verão

desafiando o meu conceito de estação

R.V

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ANDRÉ MOA: a homenagem e a saudade

O 16 de Outubro com André Moa em 2011 e… em 2012.

*

1

http://chapeuebengala.blogspot.pt/2011/10/o-nosso-adeus-andre-moajose-g-macedo.html

2

a impossível comoção da voz

3

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29.maio.2004

4

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27.março.2007

5

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27.março.2007

*

As Recordações…
O Grande Silêncio…

R. V.

domingo, 14 de outubro de 2012

NESTA RODA ALARGADA DE AMIZADES

 

2012-07-30 18.42.23

Foto de ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA

LEGENDA: Detrás da igreja onde sempre o vi
o álamo guardando as ruínas da casa de meu avô
onde numa boa hora serenamente disse à minha mãe uma última palavra
antes de fechar os olhos definitivamente

Ccordato da silva S(5)

As coisas acontecem. Nem sempre a nosso favor, é verdade, mas é do mais criador e vivificante que a vida tem. Da dialética entre previsibilidade e imprevisibilidade do acontecer nasce um sentimento tão conforme com a condição humana que, por mais que se queira calá-lo com altas ou baixas razões e dedicações, há-de sempre chegar uma hora em que o ser gente se impõe sem restos de espavento.

Como até em casos destes, tão simples, se pode ver, as coisas acontecem. Voltar às conversas do amigo Cordato da Silva, logo havia de acontecer hoje, 14 de outubro de 2012, um dia tão significativo entre estes dias a mais sobre o seu tempo de viver com vontade e empenho.

Da serenidade de Cordato da Silva também se pode chegar a ouvir aquilo que se poderia ter ouvido a meu avô Resendes: «nas minhas rezas, todas as manhãs peço a Deus que me leve, numa boa hora».

Uma boa hora! Bela palavra! Muito significa, digo eu. E talvez também possa dizer que sendo boa a hora não será nem adiantada nem atrasada. Sabe-se lá, sem ser preciso viver em desejo de que se adiante ou se atrase, se e quando e como uma hora boa estará para chegar! À mercê do acontecer é como a pode ir rezando quem a reza serenamente.

Até tenho receio de abordar estas ideias e «porventuras» nas conversas com o Cordato da Silva. Nestes temas é muito mais radical do que podem imaginar quase todos os que o conhecem.

Prefiro ir ao assunto com os amigos Onésimo e Maria João, tanto mais que tem estado por cumprir uma promessa. O prometido é sempre devido?

Acho que se um prometer foi indevido, por qualquer razão… No tempo em que os valores ecológicos não saltavam à vista fizeram-se contratos que hoje se vê que vieram a resultar em crime. É obrigatório cumprir?

Aqui, neste nosso amigo ambiente, o assunto é entre amigos e se cumpro o prometido não é pelo dever, mas pelo desafio, que neste momento vem muito acrescentado «em minúsculas» (cf. os comentários ao último post e a anteriores). Não posso, não devo, não quero atrasar o abraço amigo que hoje mais ainda do que ontem devo aos amigos Onésimo e Maria João, também ao Cordato da Silva, neste dia de que temos que falar, e igualmente - como não? - a todos os amigos desta «roda alargada de amizades» em que veio a dar o «chapeuebengala», quer por «rv» quer por «lv» quer por «vl» quer mesmo por «mm».

Tenho, porém, um problema: isto já está a ficar muito longo. Impõe-se que seja sintético e se algum amigo entender que é preciso ir mais longe estou desde já a pedir-lhe que vá. Ainda que eu não possa abrir muitas das páginas que gostaria de abrir antes de se apagarem as luzes, tenho uma confiança ilimitada em que serão devidamente abertas.

Sinteticamente, venho confessar que dei pela rima de «atraso» com «prazo» de um modo que nunca antes tinha dado. «Prazo prorrogado», «fora de prazo», «atraso de vida». Prorrogar o prazo tem custos, mas, quando é possível e preciso ou conveniente, tem sobretudo benefícios. Aconteceu comigo em 31 de Março de 2009. Só porque o sentimento de perda é dos mais dolorosos que nos podem apanhar, sobretudo em se tratando da vida de «entes queridos», é que até em «fora de prazo» ou em «atraso de vida» sentimos esta necessidade de não acompanhar nem meu avô nem o nosso Cordato da Silva na sua reza por «uma boa hora».

R. V.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

EM minúsculas


Oleg
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tra-
dução
de lá
p’ra cá

«viver abraçando
morrer abraçado»

R.V.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

EM minúsculas

 

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                                                                                                                     Oleg

muito amigo

o velho ao despedir-se

deixou-me na mão uma receita

 

«primeiro

conquistas o mundo

 

depois consegues a vitória

de ser por ele conquistado

 

levas ao lume

mexendo bem até ficar no ponto

e sempre para o mesmo lado como vias

a tua mãe fazendo papas

 

quando estiver no ponto

é o momento de apagar o lume

 

podes servir e asseguro que

 

nada

vai

sobrar

para ti»

 

R. V.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

EM minúsculas

por este andarDSC05483
nem ir nem ficar
R. V.

sábado, 6 de outubro de 2012

"Fernando Pessoa no Contexto do Saudosismo": conferência de Onésimo Teotónio Almeida a 18 de Outubro p. f.

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Centenário do lançamento
da revista portuguesa
A Águia (1912-2012)

A Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa vai celebrar o Centenário do lançamento da revista portuguesa A Águia (1912-2012), órgão do movimento poético e filosófico saudosista , e simultaneamente o da estreia literária de Fernando Pessoa naquela revista com os polémicos ensaios sobre A Nova Poesia Portuguesa. Será num jantar-conferência no dia 18 de Outubro, com início pelas 20 horas, no hotel Zurique, Rua Ivone Silva, 18, junto à Avenida 5 de Outubro, em que será orador o escritor Onésimo Teotónio Almeida, Prof. Catedrático da Brown University, Rhode Island, Estados Unidos, com a conferência "Fernando Pessoa no Contexto do Saudosismo". A participação será aberta aos interessados até ao limite da lotação da sala, mediante inscrição e pagamento de 30 €, até ao dia 9, na sede daquela Associação, Rua António Pereira Carrilho,  5 - 1º (ao Chile). Telef.: 218494197.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

NORBERTO ÁVILA, SETÚBAL, 6 DE OUTUBRO

Poderia acrescentar que… Preferível, porém, que me limite a uma transcrição, que aqui fica por um abraço amigo e fraterno com muita alegria e orgulho por mais esta homenagem a Norberto Ávila, o autor de toda a sua obra, o dramaturgo de nome consagrado e já ao lado dos maiores autores de teatro da nossa literatura, o homem de rara qualidade, o que de modo algum é o menos. M. M.
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DRAMATURGO  
NORBERTO ÁVILA 
HOMENAGEADO EM SETÚBAL
NO X FÓRUM DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TEATRO
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I
NORBERTO ÁVILA nasceu em Angra do Heroísmo, Açores, a 9 de setembro de 1936. De 1963 a 1965 frequentou, em Paris, a Universidade do Teatro das Nações. Criou e dirigiu a revista Teatro em Movimento (Lisboa, 1973-75).
 Chefiou, durante 4 anos, a Divisão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura; abandonou o cargo em 1978, a fim de dedicar-se mais intensamente ao seu trabalho de dramaturgo.
 Traduziu obras de Jan Kott (Shakespeare Nosso Contemporâneo), Jacques Audiberti, Eduardo Blanco-Amor, Fassbinder, Albert Husson, Junji Kinoshita, Arthur Miller, Shakespeare, Schiller, Valle-Inclán, Tennessee Williams, Liliane Wouters e José Zorrilla.
 Dirigiu para a RTP (1º Canal), a partir de novembro de 1981, uma série de programas quinzenais dedicados à atividade teatral portuguesa, com o título de Fila 1.
 As obras dramáticas de Norberto Ávila, maioritariamente reunidas na coletânea ALGUM TEATRO (20 peças em 4 volumes, Imprensa Nacional-Casa da Moeda) têm sido representadas em muitos países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Eslovénia, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal, República Checa, Roménia, Sérvia e Suíça.
 Autor por diversas vezes premiado, principalmente como dramaturgo: – Prémio Manuscritos de Teatro (1962): O Servidor da Humanidade; 2º Prémio dos 30 Anos do Teatro Experimental do Porto: A Paixão Segundo João Mateus; 1º Prémio dos 50 Anos da Sociedade de Autores (1975): As Cadeiras Celestes; Prémio à Publicação, da Associação Portuguesa de Escritores (1983): Florânia ou A Perfeita Felicidade. Prémio Natália Correia (1999): livro de poemas Percurso de Poeta.
 Foram-lhe atribuídas as Medalhas de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores e da Casa dos Açores, de Lisboa. Mais recentemente, duas condecorações: a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, da Região Açores (2010) e a Comenda da Ordem de Mérito (2011).
II
Programa Oficial
Sexta-Feira, 5 de Outubro 2012
20:00 - Recepção aos Participante
Prémios para Melhor Cenografia e Melhor Guarda-roupa
Nomeado para Melhor Interpretação Feminina – Céu Campos,
Melhor Interpretação Masculina – Fernando Guerreiro,
Melhor Encenação e Melhor Espectáculo
Sábado, 6 de Outubro 2012
08:30 - Abertura do Secretariado
09:00 - Cerimónia Oficial de Abertura do Fórum
09:30 - Sessão Solene de Abertura do Fórum
Homenagem ao Dramaturgo Norberto Ávila
Domingo, 7 de Outubro 2012
15:30 - Espectáculo de Encerramento dos Painéis
Com base no texto
“UMA NUVEM SOBRE A CAMA”
de Norberto Ávila