sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ao fim do DIA DAS LIVRARIAS - II

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30 de Novembro.DIA DAS LIVRARIAS.2012

faz favor de
ENTRAR!

 

Em Dia das Livrarias a
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presta homenagem a todos os leitores que com as suas visitas de hoje e de todos os dias reconhecem e apoiam o seu trabalho de muitas décadas em prol do desenvolvimento da leitura na cidade e região de Setúbal.

 

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DIA DAS LIVRARIAS

30 de Novembro

faz favor de ENTRAR!

A Fundação José Saramago, em parceria com o movimento Encontro-Livreiro, transporta esta ideia para Portugal e convida todos os livreiros a associarem-se a ela, fazendo do dia da morte de Fernando Pessoa um dia de vida, para que as livrarias se encham de visitantes, contrariando a tão real crise que leva tantos a temer o fecho iminente desses espaços de cultura.

 

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30.NOVEMBRO.1935

30.NOVEMBRO.1995

E não é que Fernando Assis Pacheco se juntou à festa do Dia das Livrarias, com a ajuda do filho João? Aqui vai a mensagem que o João Pacheco nos escreveu. Com saudades, todos.

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Faz favor de entrar!

 

30 de Novembro é o nosso dia, o Dia das Livrarias.

É também um dia de todos os leitores, dos que nos visitam frequentemente e dos que só de vez em quando podem aparecer.

Um dia em que as portas abertas das livrarias são um convite à simpatia mútua entre os livreiros e um público apreciador da função das livrarias numa sociedade que se quer mais culta através da leitura.

As livrarias estão abertas para difundir o livro e a leitura.

No Dia das Livrarias, entrar numa livraria é simultaneamente um acto de culto ao livro e uma tomada de consciência de quanto a ele devemos.
A livraria guarda o segredo dos livros que são nossos.

Faz favor de entrar!

(Adaptação do espanhol  - http://www.diadelaslibrerias.es/)

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Fotos ENCONTRO LIVREIRO 

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clip_image004[4] Entrega do 1.º DIPLOMA «LIVREIROS DA ESPERANÇA» Encontro-Livreiro 2012
Do outro lado ao telefone está um livreiro
já muito doente mas numa hora feliz
Jorge Figueira de Sousa

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Livraria Esperança, Funchal
FOTO
http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

80 ANOS: um LIVREIRO de quem todos nós
que somos os livreiros portugueses
nos devemos orgulhar

Consultas:
http://encontrolivreiro.blogspot.pt/
http://chapeuebengala.blogspot.pt/
- Novembro  2011 / Março 2012


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SEM PERDA DE TEMPO

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TAMBÉM AS LIVRARIAS… SE IBÉRIA

 

El día de las librerías

http://www.cegal.es/textos/paginaParrafos.php?codigo=1

http://www.diadelaslibrerias.es/

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Da Catalunha vieram-nos rosas para o lançamento em Portugal do Dia Mundial do Livro. A mesma Catalunha que há poucos dias andou em eleições a discutir se passava de região a estado independente…

Passarem de autonomias a independências as regiões ibéricas criariam a Ibéria, porventura com vantagens para todos? Talvez fosse mais fácil todos se conhecerem, respeitarem e juntos progredirem. De tão perto as ideias chegando tarde…

 

Não nos dispersemos.

Só em cima do acontecimento este conhecimento de que em Espanha o 30 de Novembro é Dia das Livrarias, em 2.ª edição na próxima sexta-feira.

 

Não nos dispersemos.

Mas é uma iniciativa que leva de imediato à pergunta:

devemos/podemos importá-la?

 

Não nos dispersemos.

Mas arrisquemo-nos a uma impossível tradução:

CEGAL (Confederación Española de Gremios y Asociaciones de Libreros)

Confederação Ibérica de Grémios e Associações de Livreiros.

L. V.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CORRESPONDÊNCIA em CONCORDÂNCIAS

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Foto de FERNANDO SILVANO

deixa ir para dia anterior este domingo
25 de novembro de 2012
as emoções que te ofereceu
sendo já recordação nesse depois
e por essa via então suavizadas
em seu querer perturbar-te a visão
e mais assentes se possível
em sua força de humanidade partilhada

de nascente ou poente
de que lado mais beleza em sol no horizonte?

sendo o mais da pergunta indevido
na hora de um ou outro acontecendo
saberás dizer sim a quem disser
«que beleza!»

e se a pergunta voltar?
voltou? a pergunta voltou?
é sempre a mesma história ó mãe
esta crença em que o mundo «podia ser»
por ti e por mim continuo a acreditar na vida
em perspectivas de tão belo o nascer como o morrer
para quando for a beleza a definir a arte de viver
e acessível a todos se ou quando
por todos cultivada
R. V.

domingo, 25 de novembro de 2012

ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA «a pensar de forma clara»

De novo ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA, num livro que lança o seu olhar quer ao leitor que o vai ler com uns surpreendidos olhos de antes quer ao que o vê com os olhos felizes de quem desde antes vem procurando acompanhar, também neste aspecto da vasta obra científica, um riquíssimo percurso e por isso muito tem esperado e de muito mais fica à espera.

NOVIDADE EM LANÇAMENTO
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Conversas transatlânticas com Onésimo
Ano de edição: 2012
ISBN: 978-989-616-511-6
Capa: Brochado (capa mole)
14,5 €
Assim apresentado pela editora:
«Ideologias e mundividências, sem nunca se perder de vista a respectiva dimensão pragmática.
Um diálogo vive sempre de duas pessoas. Se uma só pergunta e outra só responde, nem por isso deixa de ser diálogo. Mas apenas um perguntador atento e bem informado consegue colocar a este nível uma conversa internacional»
. 
NB.: Já li com vivo prazer a entrevista de hoje no Público (Ípsilon): muitas vezes até me esqueço  de com quem estou a falar, é como se estivesse a falar sozinho, a pensar de forma clara e a dizer tudo com a preocupação de ser factual e rigoroso no argumento.  
 R. V.

sábado, 24 de novembro de 2012

CORRESPONDÊNCIAS

… e por isso ainda mais creio em «con-cor-dâncias», «nesta roda alargada de amizades». 
Corresponder terá de demonstrar-se, pelo menos quando acontece voltar a ler e re-cor-dar, por directamente responder.
Os últimos três comentários…
E ainda dizer, do post comentado, que é uma variação perto de outras que…Quantas vezes acontece?! Senti que esta outra era aos três comentários devida: vai no fim. Por complemento e con-cor-dância.

Mesa oval com 4 <strong>cadeiras.</strong>

1
(UM JEITO MANSO – desconheço o outro nome, este é lindo para quem…)
Gosto muito deste seu poema. Há qualquer coisa nele que se aproxima do que acabei de escrever.
(http://umjeitomanso.blogspot.pt/)
Desejo-lhe um bom dia.
R.:
Fui ver e li por mim e em muito: «estas coisas, para mim, são um desafio que encaro com expectativa positiva».  O R.V. vem jurar que…

2
(ONÉSIMO)
O RV anda a meter-se em profundezas para além de.
Deixe-se disso e pense no aquém, onde é estimado e se reclama uma prolongada presença sua. Terá muito tempo depois para escrever sobre as experiências futuras.
a.
o.
R.:
O R. V. vem jurar que todos os dias se deixa desse assim chamado  ISSO. Várias vezes ao dia. Sobretudo nas horas em que os amigos vêm dar uma mãozinha.  O que é, é que o ISSO tanto se lhe dedicou que não o quer deixar nem por um dia nem sequer por uma hora das vinte e quatro. Que fazer, se o ISSO não nos deixa? Aí, o que é discreto é entrar com ele em cantiga ao desafio, com um bom e imparável acompanhamento de viola da terra.

3
(MARIA JOÃO)
O Onésimo tem toda a razão. Ao pé desta janela, falámos do RV. Só coisas boas.
R.:
A mim aconteceu-me chegar ao ponto de sentir quanto ter eu razão de nada servia. Quando alguém me convencia de que tinha razão, era bom.  Era sagrada obrigação dar a mão à palmatória. Isso sim! Serviu-me de muito para acrescentar bocadinhos à minha liberdade…
Só mais isto: vendo por aquela janela a tanta beleza, só em beleza se poderia conversar, ainda que fosse sobre o tal que…

Janela de Santa Maria até ao Mar Profundo

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Foto ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA

transparente mar da vida mais bela a fundo vivida sem ilusão no desgaste

e alegria se o adeus de quem fica e de quem vai é canto de mar nos céus

 Ilha-montanha - seu além de mar e céus

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Foto de ?

R. V.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CONCORDÂNCIAS

Janela de Santa Maria até ao Mar Profundo clip_image0027

Foto ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA

 

muito mais do que o meu corpo este mergulho transindo

tão a fundo o que sou alma

mergulho neste mistério que entre meu ser e não ser

vai acordando evidências

quem tivesse entendimento para abrir mão de si-pouco

em troca de ver-se a fundo

e que feliz se pudesse convidar quem com futuro

para projectar-se em mundo

a seguir ao ver profundo

R. V.

sábado, 17 de novembro de 2012

CONCORDÂNCIAS

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não te venho pedir que leias esta escrita corrente
que uma hora de já-noite cativou
envolvendo em silêncios a música que ouvia

não te venho pedir mas se estás em lê-la
então peço-te que sem excessiva atenção escutes
o concerto para violino op. 64 1.º andamento
de mendelssohn

se estranho te parecer este pedido
sem querer fugir ao tom
em outro pedirei que te lembres
de alguma coisa que já te tenha dito há muito
para que possa recordar
quem era e quem eras quando…

havemos decerto propor-nos
que em compasso no ar e em suspenso
revisitemos por amor à vida um antigo momento
nesta hora presente do já-noite em que
os nossos sentimentos se acompanham
sem excessiva atenção nem propriamente tristeza
de um tom menor de mendelssohn

R.V.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Porque EUGÉNIO LISBOA (…) sobre SEBASTIÃO DA GAMA

 

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Só mesmo quem não pode participar ou quem não sabe o que perde é que não terá dificuldade em arranjar uma boa desculpa, se pretender justificar-se de ausência no encontro com Eugénio Lisboa promovido pela Associação Cultural Sebastião da Gama nesta sexta-feira, 16 de Novembro de 2012.

Isto porque Eugénio Lisboa, ao palestrar sobre Sebastião da Gama, tem a particular autoridade de ser entre nós o grande estudioso que é da escrita diarística, tanto a portuguesa como a não-portuguesa. E sendo o Diário de Sebastião da Gama o monumento de pedagogia, humanidade e literatura que bem conhecemos e muito admiramos, sobre ele ouvir o discurso de Eugénio Lisboa é…

Confesso, como verdadeira justificação só me parece aceitável uma, que, infelizmente…
L. V.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

AS IDEIAS NA GREVE

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nem outra coisa era possível como não dar com a greve por toda a parte isto é por tudo o que hoje e já ontem eram notícias do país e da europa ficar em casa não defendeu as ideias de entrar na greve

 

a avaliar pela sua própria confusão talvez também elas essas mesmas ideias a estar em greve e não apenas na greve

 

do fundo desta confusão já avantajada e que está para durar vai sair alguma clarificação das ideias sobre o modo de andar com pés no chão e cabeça no ar

 

fica a pergunta que talvez deva ser clarificada pelas ideias se elas resolverem criar com o que já eram e o que agora acrescentaram alguma ideia mais avançada

 

o que é evidente é que há uma confusão que vai crescendo e alguma coisa boa tem que resultar do esforço de a entender
R. V.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

EM outras minúsculas

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© José Viana © Faísca


aqui faz frio

chovendo por lá

e chove de mais

 

aonde irá onde

a ave que busca

um seu agasalho

 

à fé de regressos
porque há estações
persistes na crença
de que há-de voltar

 

R. V.

sábado, 10 de novembro de 2012

Coisas de um LÁ-LONGE

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Foto SILVÉRIO MEDEIROS MACHADO

 

entre tantas outras lições de quando era primavera também esta que me acode em mais um querer abrir-me à razão de pensar

 

caiu do ninho um passarito

nesse momento andava por ali o gato a espreitar

nada a fazer

tudo rápido

foi como se

em acontecendo

já acontecido

 

possível qualquer filosofia apenas em depois e já então inútil se para salvação de uma vida ao verão prometida em naturais belezas de voo e chilreio

 

da inutilidade talvez uma luz a ensinar-me que entender para muito serve sem que seja para salvação da natureza que em si mesma nunca se deu ou dará por perdida e antes para em sempre melhor se ir recriando em futuro sob a lição de tudo o que já acontecido e do quanto em agora acontecendo

 

R. V.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bicentenário de GARCIA PERES: exposição e sessões

Um convite que divulgamos com muita honra e prazer, mas também como dever. Porque para um qualquer cidadão setubalense não mais vai haver desculpa para desconhecer quem foi Garcia Peres.
F.R.M. / M. M. 

.

CONVITE

 

            A Direcção da LASA – Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, tem a honra de convidar V. Exa. para as cerimónias de homenagem ao Dr. Domingos Garcia Peres, na passagem do bicentenário do seu nascimento, que terão lugar nos dias 10 e 15 de Novembro de 2012, pelas 16,00 e 18,00 horas, respectivamente, na Biblioteca Municipal de Setúbal.

            Gostaríamos de contar com a vossa presença.

 

Setúbal, Cidade do Rio Azul, 2 de Novembro de 2012

 

      A Direcção

L. Machado Luciano

     Presidente    

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

EM minúsculas

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silêncio entre a ramagem de alta rocha

lá muito em baixo o mar

aqui há um momento de não onde

pode ser o paraíso

pode ser um princípio de mundo

pode ser simplesmente a tua alma

num tempo teu sem horas
R. V.

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Fotos de SILVÉRIO MEDEIROS MACHADO                  

NA CASA DA CULTURA COM RÓMULO DE CARVALHO/ANTÓNIO GEDEÃO

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Amigos,

no seguimento da exposição aqui anunciada, será apresentado o livro de Cristina Carvalho António Gedeão / Rómulo de Carvalho – Príncipe Perfeito.

A CULSETE vai colaborar.

Em 2006, aquando da sessão que na nossa livraria se realizou comemorativa do centenário do seu nascimento, afirmámos que Rómulo de Carvalho o considerávamos uma das mais ricas personalidades do século XX português. De cada vez que revisitamos a sua obra mais se aprofunda a nossa convicção.

É já na próxima sexta-feira, 9 de Novembro p. f., às 21,30 horas.

Apareçam na Casa da Cultura de Setúbal!

FRM/MM

terça-feira, 6 de novembro de 2012

«UM SORRISO FELIZ» inesperado fecha o primeiro romance de BRISSOS-LINO

O Homem que vivia para trás - Autor: Brissos Lino

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E se, enquanto esperamos pelo novo romance de Brissos-Lino, nos sentássemos em conversa de ressonância à nossa leitura de o Homem que Vivia para Trás?

 Ao que se está sabendo, portanto, já não é de se dizer que este é o romance de Brissos-Lino, mas sim o seu primeiro romance.

Brissos-Lino não é um nome novo nas nossas estantes. No acrescentar-se da sua obra, porém, este primeiro romance foi uma agradável surpresa.

A narrativa nasce numa barafunda de comício em que é envolvido o jornalista de serviço, mas constrói-se é numa situação existencial limite em que por essa mesma personagem, erigida em protagonista, vamos sendo conduzidos num duplo registo do contar, até ao final perturbador.

 Situação limite, sem dúvida.

«Naquela manhã ainda cedo, Samuel dirigiu-se ao hospital para fazer os exames. (…)

Poucos dias depois voltou ao médico e mal entrou percebeu logo, pela postura dele, que havia ali qualquer coisa de errado.

Perante os relatórios dos exames não havia margem para dúvidas no diagnóstico. Samuel Bernardes tinha uma leucemia aguda.»

Se a partir daqui se espera que o desenlace seja ou morte ou cura, a surpresa vai ser essa: num acidente de viação sem sentido, quem morre, depois da grande aventura que foi andar à procura dele por esse mundo de Deus em que se tinha sumido, é o irmão, que em compatibilidade de medula lhe vinha salvar a vida.

«Ao cair da noite os dois irmãos regressavam a Lisboa pela marginal. O Miguel gostava de fazer a estrada calmamente à noite, ver o rio iluminado pelas luzes urbanas de todas as localidades até Lisboa. (…) Tinha atravessado a marginal para conseguir umas fotos melhores da praia nocturna. Na volta cruzou a estrada, de novo fora da passadeira, a olhar para o ecrã digital da máquina fotográfica, encantado (…).

Morreu logo no momento do choque, agarrando decididamente a máquina com as duas mãos e toda a força, contra o peito. E na cara um sorriso feliz.»

Ninguém que já tenha lido o romance vai ficar pensando, ao reler neste destaque a cena final, que em deprimente modo de a ela chegar o romance se desenvolve. Pelo contrário. Porque do romancista vem ao seu jornalista uma ideia consentânea com a sua necessidade de encontrar o irmão, não apenas no lugar desconhecido onde se encontra, mas também no afecto fraternal em que desencontrados estavam a quando da separação.

Para comunicar com o irmão, ele, Miguel Bernardes, jornalista afamado, vai aceitar o convite «do tipo dos jornais que me anda a chatear há imenso tempo para escrever uma crónica».

Crónicas com as suas memórias de infância. «Pode ser que o Miguel calhe a ler e contacte comigo».

Por favor, «nesta roda alargada de amizades», queiram, amigos, ler algumas dessas crónicas e depois voltemos a conversar. Por exemplo esta: «Ó Albertino tens cá disto?», na página 106 e seguintes. De um modo constante, a caracterização das personagens nestas «estórias» é tão interessante que é difícil não desconfiar de uns toques em pauta autobiográfica.

Divirtam-se tanto como eu. Nem por isso fugir à questão proposta no contraste entre a vida ameaçada por uma terrível doença, a de Samuel, e a vida sorridente de Miguel, que é a que nos morre nas mãos. Acontece antes, um pouco antes das últimas, mesmo últimas palavras, que são estas: «um sorriso feliz».

O mesmo de sempre: a vida é sem outro modo de segurança e confiança que não um sorriso de quem aceita em liberdade a condição humana, perante a sua verdade a aceita, num mundo que deve ser de irmãos e que é um paraíso de explendente beleza, oferecida aos olhos de quem a procura e descobre em artista, seja fotógrafo ou simples transeunte.

R. V.