domingo, 17 de fevereiro de 2013

EM SALRIO HÁ UM CAIS

Galeão do Sado

BARCO-ILHA II
num incredível cenário os olhos da surpresa compõem contraditórios sentimentos de proximidade e distância em «barco-ilha» « por encontro a que vou e desencontro em que venho» 

que conforto promete a realidade que tanto nos oferece de si e muito mais nos esconde ao vir no fim da tarde brilhar em raio de sol nas gotinhas da chuva de todo o dia que presas ficaram nos vidros da janela?

as perguntas sem resposta são inúteis?  a muitas teremos de  honrar com que nos fiquem em portas abertas para o nosso imenso não-compreensível a reflectir-se em inteligência saudável pela consciência dos limites

não concluamos porém a favor da utilidade sabendo como sabemos nos dias de mais simples lucidez  que tudo a outra luz é inútil ou em desencanto ou em ignota existência antípoda

onde então para um repouso justo assentaremos o corpo cansado de viajar assim inutilmente para sítio nenhum aonde chegarmos e tomarmos posse? talvez aqui neste incredível cenário de proximidades e distâncias em barco-ilha quando encontro
R.V.

2 comentários:

  1. Que barco tão bonito! Que emocionante deve ser viajar nele (digo eu, pouco afoita a andanças embarcadiças).

    E que belas são as suas palavras, cheias de luz, encanto e portas abertas...!

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  2. Vem a propósito, querido RV, de encontros e desencontros.
    E escrevo-lhe daqui, da nossa (minha e sua) ilha-barco.

    Da Terra ao mar é um passo que condensa tudo: sonho e infinito; busca e incerteza.
    A Terra? É a âncora, o porto de abrigo, o Ancoradouro de sonhos. Dela vimos. A ela regressamos.
    O mar é a passagem.

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