terça-feira, 9 de abril de 2013

em aberto vazio

Ficheiro:Yvoire cadran solaire.jpg

«degrau a degrau» também se diz por «um dia de cada vez» sem que a escada me ensine o vazio aberto aos acontecimentos que vem no dia nascendo do sol em amarelo dourado nas colunas do caramanchão que da minha cama se vê pela janela

 

o degrau é ignorante de ser escada pois que a sobes tu a ele o calcas e assim podes sentir-te grato à segurança que te oferece ao ires por atingir novos patamares de teus quereres e viveres sem que ele o degrau nem te prenda a si nem te empurre a seguintes

 

o dia esse empurra-te e leva-te consigo a ele tão preso quanto sem o estares não te aconteceria nada porque nem tu já estarias em acontecimento de ti perante o continuado vazio de cada dia

 

por tudo isto creio na metáfora como um modo de ver se a luz do meu dia em vazio de acontece a cada ignorante degrau ilumina e aquece no constante ir em alcance de novo patamar aonde no vazio vou acontecendo em meus dias um de cada vez

 

por muito mais porém creio na metáfora como modo de me ver ignorante à luz do que em «degrau a degrau» não me é dito do esplendoroso vazio deste dia a nascer aberto a que nele me aconteça acontecer e subir ainda a mais um patamar de ser em aprender e acompanhar quem e quanto é o novo de ontem que nos impele e me convida ao novo de um amanhã só possível se o receber num carpe diem anterior ao ir caindo em minha noite

R. V.

2 comentários:

  1. Carpe diem, pois.
    E como tu o sabes fazer sem carpir!

    Abraço.

    onésimo

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    1. meu querido onésimo,
      este "sabes"...bem precisava de que me fosse...
      saber, não sabes... ou sabes? li mais alguns e também derrida naquela entrevista do maio antes do outubro em que morreu...
      vou aprendendo, não devo esconder... e aprendo e aprendo... mas sempre encontrando novas ignorâncias e desafios radicais e mesmo do aprendido a dificuldade de levar à prática... a vida como obra de arte é duma exigência criativa grande e grande para ser bela ao menos por um minuto entre a floresta das limitações progressivas...
      o carpe diem mais do que hedonista é económico... não perder esse minuto, cada minuto desses...
      m

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