sábado, 25 de maio de 2013

EM RISCOS… DE VEZ!

DÚVIDAS

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Meus bons tempos
de vida selvagem!...
Lembrá-los em procurando
fazer caminho para a morte serena
como então num mato cerrado
por onde poderia e queria chegar
a um inacessível recanto de beleza virgem…

Não é preciso dizer tudo
baste imaginar silvados impenetráveis
a roupa esfiampada
os arranhões na pele.

Era assim e valia bem a pena
nunca ia em dúvidas de conseguir
nem mesmo naqueles casos
em que acabei por desistir.

E agora?
Agora tenho muitas dúvidas
e é quando não posso desistir.
Não! Não vou desistir da serenidade!
Não! Não quero desistir!

A última vitória que a vida me vem pedindo
nos muitos dias e noites de aflição em transes de agonia
é que a devolva ao astro pacificamente
e se possível a sorrir.

Descontínuos e breves embora
chegam os momentos bons serenos felizes luminosos
como este de tão gratas recordações
em que me ponho-me a sorrir para os olhos da minha mãe
aquele verem-me chegar a casa
com mais uma camisa e umas calças naquele estado
e braços e pernas para desinfectar com álcool…

Os olhos dela! E eu a vê-la
entendendo muito bem a contradição entre o repreensivo outra-vez
e o seu desejo de lá ter estado comigo em mato cerrado…
Era assim… E agora? Dúvidas…
Agora dúvidas. Humildes e muitas.

R. V.

3 comentários:

  1. Que bela a sessão de leitura de poemas de
    Resendes Ventura | Manuel Medeiros | Livreiro Velho
    esta tarde na Sala José Afonso da Casa da Cultura, em Setúbal!

    «Sou filho da Mãe Terra e da Leitura / e enquanto passa a vida que me resta / agasalho quem sou / nesta manta que são os livros dando / a luz e o calor da inteligência / com que vou em perder minha existência.», Papel a Mais (excerto de poema).

    http://encontrolivreiro.blogspot.pt/2013/05/sou-filho-da-mae-terra-e-da-leitura.html

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  2. Parabéns, querido RV. Não é tanto pela homenagem, mas sim pelo que fez e pelo que é, que lhe permitiu chegar até ela. "Sou filho da Mãe Terra e da Leitura"! Lindo! Perde-se a conta da gente que agasalhou e agasalha na sua manta de livros, saber e ternuras. Por mim falo!
    Queria tanto ter estado nessa hora aí! Mas estou no nosso "Penedo da Saudade!"
    Um beijo

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  3. "de vida selvagem..."
    não de lembranças que são passado mas sim presença que é vida,em subida montanha de emoções enroscadas em "liras com "r" de mad"r"e silva.

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