domingo, 2 de junho de 2013

CULSETE 40 ANOS: por uma infância feliz desde 1973

Sábado
1 de Junho
DIA
MUNDIAL
DA CRIANÇA
2 013

image
Memória de se comemorar o Dia Mundial da Criança em Portugal e em particular em Setúbal, cidade, concelho ou região, antes de 1974? Não me lembro de nada, mas pode ser minha ignorância, esquecimento ou distracção.
É verdade que em 1972 já me convencera a dedicar mais à criança do que ao operário, com o qual começara a trabalhar nas fábricas, o meu projecto de animação para o desenvolvimento da leitura, mas…
Entretanto, a Culsete em 1973, já depois de 1 de Junho, e…

O que é certo é que logo a seguir ao 25 de Abril a Culsete lançou a comemoração e todos os anos passou a haver animação. Insistindo, criou-se em Setúbal uma tradição que várias entidades assumiram e em particular a Câmara Municipal, com maior dinâmica a partir de 1979, Ano Internacional da Criança, lançado pela ONU para celebrar os 20 anos da Declaração dos Direitos da Criança. Orlando Curto por isso muito particularmente me é caríssima memória.

Hoje, Dia Mundial da Criança de 2013, mais uma vez houve festa. E, segundo as notícias que me chegaram, em como de há anos para cá com expoente no Parque do Bonfim. Aqui a mim, em nova convalescença cuidadosamente tratado em S. Bernardo, o que veio às mãos comovendo os olhos foi a plaquete ou folheto que a Fátima Ribeiro de Medeiros, minha sócia e avó dos nossos netos, preparou para ser «oferecido às crianças no Dia Mundial da Criança, 1 de Junho, em 2013, ano em que a Culsete completa 40 anos».

Cinco poemas do R. V. colhidos no meu Papel a Mais. O primeiro (levou-me dez anos de atenção até que o deixasse ficar como está) é «O Melhor do Mundo» e o conjunto intitula-se À Flor de Abril. Ilustrado com um olhar infantil que sempre me vence as durezas e agruras de corpo e alma quando frequentemente nele mergulho.

Contentamento. Por tudo. Por muita coisa que se sente na lembrança («contem-nos as vossas/nossas histórias»…). Por me cair das mãos para a alma a «notícia» de que desde hoje, Dia da Criança, ficam assim abertas em simplicidade as comemorações dos 40 anos de uma livraria que persistiu até hoje na sua teoria. Porque desde o seu sempre a Culsete tomou como menina dos seus olhos o seu cantinho dos livros infantis e fez muito mais do que podia por que se trabalhasse por uma infância feliz, também através da beleza da leitura e do encontro com os mais notáveis criadores da nossa literatura infanto-juvenil. Toda a gente sabe. Se alguém não sabe, não é a dizer-lho que aqui venho. É só para repetir: «contem-nos as vossas/nossas histórias».

L. V./R.V.

4 comentários:

  1. "AS NOSSAS /VOSSAS HISTÓRIAS "SÃO HISTÓRIAS DE LI"r"AS ATADAS AO "FIEL"SONHO DE MENINO DE ALDEIA/MENINO DE CIDADE EMBALADO PELO SEU MAR DE FAJÃ E ADORMECIDO NO VERDE MUSGO DAS PEDRAS DO CALHAU.

    ResponderEliminar
  2. Hora de recordar de novo, e agora se mais alguém quiser ler, a minha passagem pela Culsete com os meus filhos pequenos, a caminho do Algarve. Já lá vão uns bons 12 ou 13 anos. Até o Afonso, que era tão pequenino, se lembra dessa passagem pela livraria. Eles ficaram abismados com essa possibilidade que o Tio lhes deu de escolherem um livro que quisessem, naquele mundo de livros. E eu agora vejo isso como um gesto de Avô e fico contente.
    Às vezes complicamos a vida e ela é feita de pequenas grandes coisas que nos vão marcando.
    Vem ou não vem a propósito "de muita coisa que se sente na lembrança" e desse vosso lar feito de afectos e de livros que "persistiu até hoje na sua teoria"?
    Parabéns!!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. obrigado pelos parabéns...
      sobremaneira pela vossa/nossa história
      mm

      Eliminar
  3. Vão atrasados os meus parabéns, mas nem por isso vão menos calorosos.
    Quanta fome de leitura vocês mataram aí na cidade e na região!
    Grande abraço e votos de muita saúde para o casal.

    onésimo

    ResponderEliminar