segunda-feira, 8 de julho de 2013

CONCORDÂNCIAS

DSCF1463Foto de Urbano Bettencourt

SEM NOME PRÓPRIO
se chegares a escrever o verdadeiro poema serás o primeiro a não o entender e precisas por isso de o ouvir lido por todos os leitores que encontrares

 

ao mesmo tempo que não encontras quem o leia como tu o escreveste descobres inesperados sentidos ocultos para além daquele que tu quiseste dar-lhe

 

então talvez concordes em que quando um poeta nasce não devia dar-se-lhe um nome a estremar em autor o seu poema verdadeiro para sempre de mais alguém e de ninguém


R. V.

2 comentários:

  1. Bom regresso.
    E essa é a natureza do poema, a de circular em busca dos leitores que lhe descubram os sentidos e, nas suas entrelinhas, o perfil disperso de um autor.
    Abraço,
    Urbano
    P.S. Se eu sabia que a foto vinha parar aqui, tinha-lhe atribuído a devida autoria; na verdade, foi tirada pela Sara, pois nessa altura já eu vinha ao volante.

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  2. Não só os vários leitores o lêem de forma diferente, como o mesmo leitor o lê e relê e encontra diferentes sentidos nos vários momentos do dia. E da vida.

    Um beijo, RV

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