segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MESTRE JOSÉ ENES: RECONHECIMENTO

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E que saudade que sinto desse tempo! Que reconhecimento pelo muito que aprendi e partilhei com o José Enes! Mas a vida é assim: termina na morte.

(Cunha de Oliveira, Diário Insular – 3.8.13)

Para algum dos visitantes deste meu blogue que se sinta interessado em ler um estudo sobre José Enes, ele aqui vai referido num post da autoria de Nuno Viera, antigo aluno do Seminário de Angra:   
http://www.rtp.pt/icmblogs/rtp/comunidades/?k=O-Dr-Jose-Enes-Em-Analise-do-Dr-Miguel-Real-NUNO-A-VIEIRA-12.rtp&post=23243.
A muita gente se impõe o dever de um sentido reconhecimento, nestes dias de luto (http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-o-filosofo-e-professor-jose-enes-1602057).
Muita mais gente não sabe ainda quanto deve a José Enes. Estude-se a obra dele e conclua-se (Como estudá-la? Como é possível que a obra de um filósofo desta envergadura não esteja disponível, editada em Obra Completa?).


Quanto a mim, acho que não chego a alcançar quanto em minha vida traz a marca de José Enes, impressa n
esses anos de me fazer adulto: dos quinze aos vinte e dois anos, de 1951 a 1958.

N
osso professor nos três anos do curso de Filosofia e eu previliado pelos colegas como aluno orador no sarau das festas de S. Tomás. Orientação muito cuidadosa do professor durante os primeiros cinco meses do ano lectivo.
Logo de seguida os anos dos jornais Pensamento e Euntes, a cargo dos alunos do Curso de Teologia que iniciámos em  1954-1955. Os Jornais eram escola para nós, mas eram dele, Mestre José Enes, por serem  iniciativa sua, a que se dedicava com empenho e constante acompanhamento. Sendo para além disso o nosso prefeito, o que significava uma quotidiana presença que estendeu até a tomar as refeições connosco.
Impossível esquecer!
Muito mais impossível porque, dados os encargos que me couberam, quer logo no início do curso, quer depois nos jornais, tinha de estar muito em contacto com o Mestre.
A intensidade com que se viveram esses anos, iniciadores de tanta coisa que veio depois!  Com José Enes a trabalhar até à exaustão… E nunca lhe fomos bater à porta que se mostrasse indisponível, pelo contrário, tinha plena consciência de que era o nosso mentor e do quanto querí
amos ouvi-lo e aprender com ele. 
                                         
Muitos tiveram tanta sorte como eu. Esses percebem o que, para além de consignar o meu reconhecimento, quis vir r em destaque: a vastidão da obra magnífica e fecunda de José Enes. A sua valiosíssima obra escrita e também essa sempre tão grandiosa obra que é construir pessoas e abrir os caminhos que
outros percorrem.

Para sempre obrigado, Mestre José Enes...


Setúbal, 4 e 5 de Agosto de 2013
Manuel Pereira Medeiros

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