domingo, 28 de abril de 2013

EM RISCOS DE VEZ

BÚSIO
MAR
E LIBERDADEse antes ouviste a liberdade proclamada e depois proclamar o fim do sonho de a termos alcançado

ouve o mar no búsio que guardaste das viagens da tua vida navegante

e crê no que escutares antes que o mar e a tua alma sequem

ninguém volta a semear em terra mar ou sua própria alma por seca definitiva já feridos

ainda sangue cobrindo as superfícies mas agora já somente a lama esquartejada de um antigo rio de esperanças vivas

R. V.

terça-feira, 23 de abril de 2013

CONTEM-NOS AS VOSSAS/NOSSAS HISTÓRIAS


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Por ser Dia Mundial do Livro, para aqui vem já hoje esta imagem. Foi criada para a tela com que em breve se vai deparar quem passar em frente da nossa livraria, pelo consagrado designer setubalense José Teófilo Duarte (Obrigado! Obrigado! Obrigado, amigo!).

Por aqui vai andar, de hoje até ao fim deste ano, acompanhando um contar de histórias vividas e mais algumas que se viverão.

A Culsete tem sua história própria a partir da noite de 24 para 25 Abril de 1973, mas, depois, ao longo dos anos, entra nas histórias de muitas pessoas que não as esqueceram.

A muita gente devemos uma história que valeu a pena. A Culsete para Setúbal, Setúbal com a Culsete.

 

Fátima Ribeiro de Medeiros

Manuel Medeiros

NO SEU DIA MUNDIAL OS NOSSOS LIVROS A PERGUNTAR PELOS LEITORES

Ficheiro:Johannes Gutenberg.jpgJohannes Gutenberg

 

Anda por aqui há um mês, eu é que me tenho afastado. Por isso, do novo volume de obras de Steiner que vem editando a Gradiva, poucas páginas ainda li. Sobre a Dificuldade e outros ensaios: um livro com 40 anos e só agora?!... Actual e por isso publicado? Ou chega-se a ser um Steiner e há público assegurado? A questão talvez mereça alguma atenção, mas preferi afastar-me dela, querendo ir para o último ensaio do volume. Para o ler hoje, precisamente por ser hoje o dia que é, levei-o debaixo do braço, sabendo que no tratamento ia ter aquela hora de tranquilidade entre começar e acabar.

 

O texto de Steiner intitula-se “Depois do livro?”. por ser anterior a tudo o que já se viu e mais se disse dos anos setenta até hoje, Dia Mundial do Livro de 2013, é um texto claramente desactualizado e que no entanto gostei de ler.

Não venho por fazer comentários, embora talvez deva fazer esta citação: “O que devemos tentar fazer é que aqueles que querem aprender a ler plenamente tenham essa possibilidade”. Cito antes de citá-lo no fim, só para, antes de ao ponto a que desejo chegar, dizer que não tenho a preocupação do pensamento original, apenas a de pensar cá comigo, aproveitando a cabeça que me calhou. Porque se o livro e a livraria chegam ao fim e a leitura cresce, a leitura que faz crescer a humanização e não apenas a útil…

 

O Dia Mundial do Livro nasce do que desde o início me chegou em mensagem: a festa dos livros da Catalunha, uma rosa e um livro.

Aonde a festa? Nas livrarias. Mas o que deu para entender foi que é festa dos leitores, o público com as livrarias e as livrarias com público.

Dizê-lo uma vez e outra vez: salvar o livro, salvar livrarias não me parecem necessários objectivos. A leitura é que nos justifica. Uma sociedade sem leitura vai para onde?

Leitores! Leitores! Isso é que é preciso salvar da extinção. E sendo que ler não é como ouvir e falar, tem de ser cultivado. Ler é um vício

Ouviram falar num Plano Nacional de Leitura? Um projecto ambicioso.

Reler hoje, Dia Mundial do Livro, o documento que o criou e ficar imaginando que as Gentes do Livro se decidem: “O que devemos fazer é que aqueles que querem aprender a ler plenamente tenham essa possibilidade”.

L. V.

domingo, 21 de abril de 2013

EM RISCOS DE VEZ


V.                                            V.

  V.image VÊS?
ir por sim ou por não?
a melhor decisão
procuraste e não vês

 

Vencido ou Vencedor

com sim ou não se for

arrisca-te outra vez

 

da vida em sempre passa

o melhor que alguém faça

é arriscar talvez

 

derrota com vitória

brincando na história

ao jogo dos VÊS?

 

R.V.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

QUASE COMO SE…

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POR NADA
No momento em que nada
O silêncio tenha a dizer-te,
Chora.
Chora em silêncio e por nada,
No só de dar vida ao silêncio que esconda
Uma lágrima inútil.
R. V.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CONCORDÂNCIAS

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ao teu apelo
o mar voltou a inundar-me os olhos e agora
sem hora de regresso ao deserto aonde me perdera
passo o dia a ver-te mesmo quando
o mar e tu ausentes
R. V.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

MAR-A-MAR AÇORES-SETÚBAL

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Saída do Estuário em
http://riosdeportugal.webnode.pt/rios-de-portugal/rio-sado/

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Ilha e seu Mar em foto de U. B.

 28-05-2011 (12)                            A DISTÂNCIA ANULADA

O nosso astronauta está consciente dos riscos da aventura espacial em que, finalmente, nós, esta espécie animal tão incapaz de se descobrir e entender a si própria…

Depois de conseguirmos, na circunavegação terrestre, a vantagem do avião sobre a caravela - o que é isso, se comparado com...?! - estamos de novo a dar novos mundos ao mundo.

Na consciência que tem dos riscos da aventura espacial, qual das distâncias o nosso astronauta tem por distância a medir sem medida: a que vai do seu velho chão à nave ou a que entre a vida e a morte sempre se sentiu e de modo muito sentido no tempo das caravelas?

Entre o Cabo da Boa Esperança e o Brasil que segredos naufragaram com Bartolomeu Dias? Se fosse hoje, era ou não era outra a “verdadeira” razão de Bartolomeu Dias ter sido substituído por Vasco da Gama? Depois de o ser, seria suspeito que fosse ele e não Pedro Álvares Cabral a comandar uma suposta nova ida para o Oriente. E se, ao naufragar, nos pudesse ter enviado, uma mensagem? Reinventava-se a História?

Coisas! Coisas desse tempo de jogo das escondidas em que D. João II tanto envolveu a vila de Setúbal, por causa do espantoso e não espiado Estuário do Sado.

Anular o efeito distância, pela comunicação entre a nave e a Terra, na era das Novas Tecnologias, é...

Ante a impossibilidade de controlar a partir da Torre de Belém a caravela naufragante do talvez verdadeiro descobridor da América, é...

“Verdadeiro descobridor”? Talvez. Mas sem verdade possível anterior ao Tratado de Setúbal, mais conhecido nos nossos livros de história, não sei porquê, como Tratado de Tordesilhas.

 

Aonde vai, em seu ir “laparoso”, esta história de distâncias controladas e com riscos de entre vida e morte, não sei quais os maiores, se os das naves espaciais, se os das caravelas?

Respondo: vai a donde venho e aonde me encontro e é donde o estou a ver, ao Estuário do Sado, com a linha branca da areia encostada ao verde da vegetação da Tróia.
Vai por aí, um por aí em liberdades que… Mas por um acaso é que não: nem veio, nem vai! Porque esta história de  distância foi provocada por um poema: o inédito que encerra a antologia da poesia de Urbano de Bettencourt, título: Outros nomes outras guerras, acabada de editar pela Companhia das Ilhas. No dia de voltar a esta minha querida secretária, após perigosa viagem quase astronáutica, vim aqui encontrar esta prenda, por artes de amizade do autor e zelo de quem me trata com mil atenções e estas delicadezas .

Não há outra história. Até porque “o técnico” não passou por cá para a fotografia que a confirmasse... Esta é só assim e foi inventada “anulando a distância que vai de o Sado à ilha” e de tal modo em fora de senso, em seus vagos sentidos, que não sei se o nosso Urbano me vai perdoar a anulação, aqui, do que vem no livrinho  entre um “de” e “o Sado”. Temos amigos comuns a quem, ao terminarem, também eles, a leitura desta simpática mini-antologia, vou pedir que intercedam por mim. Para me redimir, aceito reler e voltar a reler, até me dizerem para parar, a nota introdutória “Sobre Urbano de Bettencourt”. Um excelente pequeno texto. Pequeno como convinha, excelente porque excelente. De Vamberto Freitas.

R. V.

sábado, 13 de abril de 2013

sorridente de amanhã

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http://apontabem.wordpress.com/

que amanhã sairia à rua disseram-me hoje os anjos da sorte

tanto tempo a contentar-me com ecrãs dorido

ah! vou levar os olhos pensei logo

ver é sempre ver net ou não net

mas se vieres comigo olhar a cidade

de certeza que eu vou contigo

e isso faz toda a diferença

R.V.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

DIA DA ARRÁBIDA E DE SEBASTIÃO DA GAMA – HOJE É 10 DE ABRIL. MAIS UMA E OUTRA VEZ ME SINTO… -POSSO CONTAR? EM «a aventura da vida»?!!!

“A nossa vida só é nossa vida porque os outros existem. Com a sua dimensão cristalizam o que somos, reinventam a essência do nosso ser. E percebe-se melhor esta importância vital dos outros quando escalámos já a montanha de décadas longas vividas, já estamos a ver o lento (será lento ou rápido?) adormecer do Sol.

Matilde Rosa Araújo,

na oração que proferiu

na primeira celebração

do 10 de Abril de Sebastião da Gama

(In Papel a Mais, p. 201).

E adiante, na mesma página:

“Eras moço não pela idade, mas porque em ti havia a aventura da vida, uma aventura feita de ventura que caminhava sobre o abismo. Era essa a tua alegria.”

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http://www.mun-setubal.pt/pt/noticia/exposicao-evoca-sebastiao-da-gama/1332

 

Serão de 10 de Abril de 1986. Há 27 anos a primeira vez comemorado o 10 de Abril do nosso poeta-professor Sebastião da Gama, neste dia nascido, falecendo com 27 anos a 7 de Fevereiro de 1952. Fazer prevalecer a comemoração do nascimento sobre a do falecimento, que vinha de vez em quando acontecendo desde 1953, compreensivelmente: para família, colegas, alunos, amigos, conterrâneos, toda a sua muita gente que ele cativara, em alegria e generosidade, com a genial abertura ao outro, a morte do Sebastião da Gama, tão jovem, foi… Nem chegando a completar os 28 anos que de vez em quando lhe atribuem.

Comemorar em festa a chegada à vida de quem tanto amou a vida, de quem viveu em exuberância plena “a aventura da vida”!!!

Matilde Rosa Araújo proferindo a sua oração, em 1986, a esta hora de meu serão tranquilo, sentado para esta escrita no cadeirão junto à minha cama no Hospital de São Bernardo.

Mas não foi em voltar 27 anos atrás que investi a pergunta do título deste post.

Se posso, vamos a ver se a alguém…

 

Contar, sim, a minha vivência da 27.ª comemoração do 10 de Abril, agora Dia da Arrábida e de Sebastião da Gama – que acertado encontro! - e confirmando, 27.ª.  Em nenhum ano, desde 1986, deixou de haver, com mais ou menos brilho, honra seja à municipalidade, algum acto público comemorativo.

 

Contar sem outras derivas apenas o que vem ainda em emoção para estas linhas do “passeio” que de tarde o Sr José Joaquim Torres e eu tivemos de dar, para radiografias, daqui do 5.º piso, sala 5, até ao piso 0. Juntos na ida e na vinda, no tempo de espera da nossa vez ao lado uma da outra as cadeiras de rodas.

Em trajecto pelos corredores do piso 5 pode ver-se a nossa Serra Mãe e Deusa. Vi, é evidente que…

 

Mas antes…

Já estava na cadeira e no corredor, nem me apercebera ainda de que também iam levar o Sr. Torres, e digo à senhora auxiliar: “a esta hora deve haver muito serviço, vou estar à espera, tenho que levar alguma coisa para ler e se me fizesse o favor ia à minha mesa de cabeceira e trazia-me um livro que tem um escritor na capa chamado António Cabral.

“Serve este?” De facto, tinha estado de manhã a ler o outro e deixara-o invisível. “Este” era o meu Papel a Mais que, por necessidade, para cá me foi trazido. Não atrasaro serviço: “serve”.

 

Falo no Dia da Arrábida e de Sebastião da Gama durante a “viagem” para o piso 0 e não me admirei de dar uma novidade. Dela me veio uma das de beleza em surpresa com momento certo!!!

As nossas camas estão cada uma em seu extremo, há dias aqui, ambos nesta sala com mais outros dois doentes.Alguma comunicação, mas mobilidade temos tido pouca. E mesmo que… Como iríamos a esta conversa que pelo 10 de Abril é que veio?

O Sr. Torres vai fazer 81 neste ano em que o nosso poeta da Arrábida faria 89.

Banheiro na praia do Portinho desde os 17 anos, só aos 30 também senhor do seu restaurante, mesmo no meio do areal, a uns 20 metros da água… Onde isso já vai!… Areal com que largura, agora? O actual restaurante encostou à encosta.

 

“ Conheci muito bem o Sebastião da Gama”.

Adiantou-se conversa. Sobre o tempo da Estalagem de Santa Maria e o pai do poeta e mais vida vivida. Tantos anos de Arrábida! Com não poucos de uma residência com a maré a trazer-lhe o mar para debaixo, entre pilares. Na hora da visita, a filha, que nasceu em Setúbal, a dizer-me que nasceu em Setúbal, mas  apenas com uma semana já estava a viver a sua infância na praia do Portinho da Arrábida. Até à idade da escola.

Posso só isto mais acrescentar, sendo que é o mais importante? A imagem que me transmitiu o Sr. Torres, um arrabidino desde há 63 anos, do Sebastião da Gama no seu passeio matinal, de boina na cabeça e livro debaixo do braço, dando sempre uma palavra. A praia, percorrida de ponta a ponta. “Depois metia-se pela Serra”.

 

Contei. Desculpem não contar mais e melhor. Ainda assim talvez esteja um bocadinho cansado… E no entanto vou ter que acrescentar o que…

Uns minutos de estar sozinho e…

Como? Pois foi. O texto da Matilde in Papel a Mais,Sebastião, a que é que sabe a Vida?”, a iluminar estes meus olhos gastos, mais uma vez. De cada vez que o releio, digo-me: “que grande texto”, “que texto tão belo”, “que texto tão rico na obra da Matilde, para nossa leitura do que viveu, do que conviveu, do que…” De tanto!

 

E… …(amanhã vou reler Miguel Real, Nova Teoria da Felicidade, p. 28 e segs). Agora mesmo para ficar por aqui, cuidado…

Posso pedir, meus amigos, que se ponham no meu lugar, ao reler hoje e aqui as palavras de Matilde que acima citei e venho de novo citar?

Depois só mais pedirei que estale um foguete forte e quando as pessoas perguntarem: “o que é isto?” a resposta venha em alto e propagando som: “é o DIA DA ARRÁBIDA E DE SEBASTIÃO DA GAMA”.

 

E percebe-se melhor esta importância vital dos outros quando escalámos já a montanha de décadas longas vividas, já estamos a ver o lento (será lento ou rápido?) adormecer do Sol.

Aqui, num ambiente tranquilo, em recuperação de mais uma de uns quantos dias de “vê se te aguentas”, que maravilhosa sensação ler isto, tão verdadeiro em minha idade agora quanto era para a Matilde na noite de 10 de Abril de 1986, o Coro Alto do Convento de Jesus.

R. V.

terça-feira, 9 de abril de 2013

em aberto vazio

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«degrau a degrau» também se diz por «um dia de cada vez» sem que a escada me ensine o vazio aberto aos acontecimentos que vem no dia nascendo do sol em amarelo dourado nas colunas do caramanchão que da minha cama se vê pela janela

 

o degrau é ignorante de ser escada pois que a sobes tu a ele o calcas e assim podes sentir-te grato à segurança que te oferece ao ires por atingir novos patamares de teus quereres e viveres sem que ele o degrau nem te prenda a si nem te empurre a seguintes

 

o dia esse empurra-te e leva-te consigo a ele tão preso quanto sem o estares não te aconteceria nada porque nem tu já estarias em acontecimento de ti perante o continuado vazio de cada dia

 

por tudo isto creio na metáfora como um modo de ver se a luz do meu dia em vazio de acontece a cada ignorante degrau ilumina e aquece no constante ir em alcance de novo patamar aonde no vazio vou acontecendo em meus dias um de cada vez

 

por muito mais porém creio na metáfora como modo de me ver ignorante à luz do que em «degrau a degrau» não me é dito do esplendoroso vazio deste dia a nascer aberto a que nele me aconteça acontecer e subir ainda a mais um patamar de ser em aprender e acompanhar quem e quanto é o novo de ontem que nos impele e me convida ao novo de um amanhã só possível se o receber num carpe diem anterior ao ir caindo em minha noite

R. V.

terça-feira, 2 de abril de 2013

ENCONTRO LIVREIRO – CONTAGEM DECRESCENTE

Imagem intercalada 1

Adiado do último de Março para o primeiro domingo de Abril, sendo já hoje o dia 2 deste novo mês, o tão caro Dia de Andersen, está em contagem decrescente o nosso IV Encontro Livreiro, mas, para que possa nele participar presencialmente, quero crer que também em decrescente a da minha alta do HSB, onde uma boa recuperação ainda me retém.

Esta mensagem vai neste tom, chamar-lhe-ão estilo epistolar, o simples tom da convivência comum, a normal, em que tudo à conversa trazemos, por exemplo uma banalíssima banalidade ou uma grandiosa pergunta acerca da última teoria sobre a origem do universo, logo seguida de uma queixa sobre a sopa que me esqueci de guardar no frigorífico e azedou.

Espero que ninguém me leve a mal. Creio que muitos dos entusiastas do nosso convívio livreiro leva a bem e é por eles. Com efeito… Desde 14 de Janeiro p.p. que o forte carinho que me foi manifestado por muitos aderentes ao nosso movimento mereciam que em tom pessoal e simples correspondesse como uma palavra ao modo amigo como me trataram. Isso me permite e até talvez impõe este tom. Para este meu simples vir dizer que que a minha contagem decrescente esta a ser dupla.
Vir dizer. É que…

Gostaria de bem vincar que o Movimento Encontro Livreiro nasceu como Convite às Gentes do Livro para em Convívio virem à Culsete em Setúbal tomar um Moscatel.
Um ponto de partida mais simples não podia haver; uma tarde tão bem passada e válida não esquece.

O Livreiro Velho, com o precioso apoio de Fátima Ribeiro de Medeiros, mais um vez tem o gosto e a honra de repetir o Convite para um Moscatel, dirigindo-o a todos os que a si mesmos se entendam como Gentes do Livro e queiram participar neste IV Encontro.

Se o IV Encontro Livreiro decorrer como os três anteriores, trazendo, embora ainda muito pequena, uma já rica história, irá dizendo aquilo para que nasceu: juntos podermos passar anualmente em Setúbal um agradável Último Domingo de Março e juntos acrescentarmos essa referida pequena história.

Ideias, iniciativas, outros modos de encarar e moldar o futuro até podem nascer. Não tanto a nascer do próprio Encontro Livreiro, em sua qualidade de movimento que apenas pretende ser convívio agradável e enriquecido pelo contributo de todos, mas das pessoas.

Das pessoas que participam e acreditam em si, como grupo empenhado. De cada uma das pessoas a começar por sua casa ou seu ofício. Tem neste sentido significado relevante o recente Encontro Livreiro de Trás-os Montes e Alto Douro.

O IV Encontro Livreiro significa que muitos de nós estamos por novos paradigmas no nosso Mundo dos Livros e da Leitura.

Livreiro Velho