quarta-feira, 31 de julho de 2013

em minúsculas

SENTIDO ÚNICO

1

quando o perto ainda perto e o sentires já longe guarda um silêncio respeitoso junto a quem não pode entender-te

2

quando a vaga alterosa se quebra nos rochedos é forte ou fraca? -antes ou depois? -perguntem ao rochedo e ouçam a sonora resposta em mais uma vaga a quebrar-se

R.V.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

HUMOR ARTE & SIMPATIA

DSCF1555Foto e legenda de U.B.
LEITURAS REFRESCANTES

O L. V. LÁ VAI…

Embarquei e estou em continuar de algum modo ainda embarcado…

«Estamos todos num mesmo barco»: esta frase de Rosa Azevedo mexeu, sim, com a minha sensibilidade, mas não só, também com o pensamento, esta minha reflexão interminável sobre o drama livreiro português, drama antigo e drama actual, agora com…http://papelamais.blogspot.pt/

M.M.

 

terça-feira, 23 de julho de 2013

BLOGUES: COMENTÁRIOS & DIÁLOGO -como pensar?

Só para dizer, amigo, que passei por aqui. Também lamento muito o que está a acontecer à Sá da Costa. Li os seus poemas. Adorei! Um bj. e continuação de boa recuperação. A sua reflexão e criação são importantes. Maria Fernanda Pinto

b isolado e conjunto floral w 1         0008

Querida Maria Fernanda,
Foi muito bom chegar aqui e encontrar este seu comentário, tão solidário e carinhoso. Obrigado.
Ainda anteontem aquele outro da Rita Pimenta. E outros e outros.
Fiquei a pensar no que os comentários significam…
 
Para quem mantém um blogue, ao menos por mim, é decisivo sentir que é acompanhado e «nesta roda alargada de amizades», como me sinto, é mesmo muito bom. Assim não acontecendo, nem como terapia ocupacional encararia razoável andar eu por estas paragens.
Como, porém, aviventar o diálogo no esquema em que os blogues funcionam?
R. V.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

LIVRARIAS: «ESTAMOS TODOS NUM MESMO BARCO»

Em http://papelamais.blogspot.pt/ é que coloquei o meu comentário sobre o que tenho lido nos blogues de que estou próximo a propósito do encerramento da centenária Livraria Sá da Costa.
Aqui, no entanto, venho tirar o chapéu à nossa Rosa por nos dizer, no seu post, quanto gosta de estar na Culsete:
http://estoriascomlivros.blogspot.pt/2013/07/o-dia-em-que-se-falou-do-fecho-da-sa-da.html.
M.M.

sábado, 20 de julho de 2013

DIASANTE-I

A VERDADE TRANQUILA

image

o que sabes de origem

eleva-te ao sentimento

da verdade tranquila

 

deixas que te guie os passos

e a mão os olhos a imaginação

 

o vício de saber não crestará

com erros defendidos por razões

o teu vivo desejo de aprender

 

R.V.

terça-feira, 16 de julho de 2013

CONCORDÂNCIAS




«À BEIRA DE SENTIR»

Não é por mim nem por ti

que a lágrima corre e queima um rosto

 

Não entremos pois no silêncio onde nasceu

lá por perto da fonte da Dor Universal

 

À beira da sua tristeza original

deixemos uma rosa de suave perfume

 

Crentes na luz suavizemos a compaixão

pedindo à estrela a lágrima brilhar

 

Há paz e harmonia nos sentimentos

quando uma estrela brilha numa lágrima


R. V.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

CULSETE-40ANOS: em estado de gratidão

http://papelamais.blogspot.pt/: é aqui que está a letra deste título. Conforme se prometera, o Livreiro Velho quer-se mudado para este outro blogue, deixando o chapeuebengala para o outro-ele que dá por R. V. .

segunda-feira, 8 de julho de 2013

CONCORDÂNCIAS

DSCF1463Foto de Urbano Bettencourt

SEM NOME PRÓPRIO
se chegares a escrever o verdadeiro poema serás o primeiro a não o entender e precisas por isso de o ouvir lido por todos os leitores que encontrares

 

ao mesmo tempo que não encontras quem o leia como tu o escreveste descobres inesperados sentidos ocultos para além daquele que tu quiseste dar-lhe

 

então talvez concordes em que quando um poeta nasce não devia dar-se-lhe um nome a estremar em autor o seu poema verdadeiro para sempre de mais alguém e de ninguém


R. V.

NESTA RODA ALARGADA DE AMIZADES



OUSADO AÇOR

Dedicado ao meu amigo, “livreiro velho”, Manuel Medeiros, nos 40 anos da CULSETE.

 

Como jovem pássaro de fogo

subiste certa manhã às nuvens altas da ilha

à conversa serena com Deus

 

e depois já não reconheceste brilho

nos olhos dos teus irmãos

nessa descida às pedras negras da terra dura

entre lombas e picos

e a espuma borbulhante das ondas iradas

a bater nos rochedos que vão bordejando a saia verde

nas ilhas da bruma

 

mas os livros já te tinham enlaçado de vez

e quando pensavas já não saber voar

foi quando o vento te abriu as folhas

como se fossem asas

(mas não de Ícaro)

numa aventura ocidental sobre o mar oceano. E depois

deste a volta ao mundo, semeando páginas

na partilha do prazer que era o teu

de pairar sobre os males do mundo

entre um sonho lindo

e um poema breve.

 

© Brissos Lino (19/06/13)